Sei que o anonimato e o esquecimento aguardam os meus versos, mas que também não os anulam.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Não matei o rato!
Talvez ele seja completo por ser rato,
E Por si bastar como rato.
E eu talvez não seja nada por ser homem,
E achar que sou completo;
Por pensar que sou melhor que um rato
Se ambos partimos do mesmo fiapo de sentido,
E da infinita complexidade de se uma criatura!...
Aqueles olhos piedosos que não falam, mas falaram as palavras mais doces:
_ não... Por favor... A idéia de superioridade é uma mal de raiz!...
Qual ser que encurralado não atacaria?
Quais olhos que em face de tamanha maldade
Não amaldiçoaria também seu mal feitor?
Mas perdoaram como a vida perdoa a morte na ressurreição eterna,
Como a frase perdoa o ponto final que a gramática coloca em sua vida!
E o seu perdão me faz também Perdoar, a tempo,
A mão que já lançava sobre sua vida a atitude fatal _
Não matei o rato.
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