Que todo vez que eu estiver no escuro possa ainda assim abrir os olhos e enchegar e ver;
Que cada lágrima chorada der lugar ao antigo sorrido estampando na tristeza
Eu possa retirar as facas que já não doem do peito
Que em cada nova paisagem que a rua me der, eu passo apresentar meu novo espírito e minha nova condição de vida;
Que eu exale amor; e a cada olhar displicente ele seja plantado. Para que no próximo tempo sua semente flua e meu coração se encha de frutos
Que eu não entre mais no ónibus, como sempre fiz nos pontos de dificuldade que estive;
Que eu deixe a caverna e que meus sonhos dêem as mãos à esperança, para que possamos dar novos passos na escada da esperança, mas sempre ajudando aquela que ficou no degrau anterior
E que depois de tudo isso eu enfim posso retirar a pedra e que o milagre aconteça.
Que eu possa reconhecer e me encantar com aquilo que julguei conhecido
Que o fazer
Que quando a rima não vier ou a emoção não se decodificar o poema não se acabe;
Que eu não pinte o que me vier descolorido e nem invente o que tiver pra falar
Que as coisas fluam da minha de forma muito mais simples do que ela é;
Que eu comunique a melodia em mim com as que não me se comunicam e verse versa
Que os meus olhos descansem... Porque agora eu quase posso ver;
Que tudo em minhas mãos torne uma massa cíclica
Que minhas pernas andem comigo qualquer caminho, e que quando fugirem volte como o perfume roubado da flor volta para o universo;
E que minha alma sossegue. Porque assim como o tempo constrói um novo dia a cada dia , você se também constrói a cada dia. é há sempre tempo para vencer as derrotas.
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