sexta-feira, 8 de julho de 2011

Historia de um Versinho que nem existiu ( rascunho)

Fiz meu versinho com tanto esmero, tanta sede e solidão. Depois disso mostre-o e leram-no rapidamente. em seguida,  ele voltou tão calado como se fosse um caçador faminto que a eras procura uma presa, mas que não morre de fome na esperança de alcançá-la. Voltou ainda tão sem vontade de existir que o coração lá do fundo do lado bem de dentro de si, perguntou lhe, “o que fazer com tudo isso... – dobrar com as mãos que nem tenho e guardar nos bolsos que também não tenho.” Minha alma de um sentimento de Pele para trás fez também a mesma pergunta! Ainda deram-lhe um suspiro o qual a minha ciência já mais compreenderá. Mas só meus olhos – que naquela hora não traziam como essência a visão –, que o testemunhou soube. Isso porque no momento um era a sabedoria e o outro o segredo. Eu... – eu não sei e nem nunca jamais saberei e ainda com medo só suspeito. Mesmo sabendo que quando se tem esperanças a imaginação nos trai.



Acostumar o verso a esquecer tão pequenos detalhes, como se toda a culpa disso fosse dele, não é tarefa fácil, apesar de ser puramente metalingüística. Fosse assim de uma forma puramente carnal e viva em mim e tão longamente de desejos ate todos os desejos em comunhão com minha alma, eles diriam que sim. os meus verbos e versos agora são no passado e eu faço do meu querer a paisagem que prefiro. mas acostumar os verbos e especialmente o querer ao passado é coisa que só a mão que escreve pode fazer. Porque o resto de mim, do inicio do fundo da alma ate o ultimo degrau do céu não, não sabe e nem pode, ainda que queira. Por isso o – costume – inverso das coisas é plenamente tão desgastante e talvez ate impossível. Principalmente para algo realmente libertador e profundamente descobridor como um texto.


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