Eu mal comecei a escrever sobre a minha vida, e já vejo que tenho que ir contra a aquilo que escrevi há alguns meses atrás. Como nada de sentir saudade, falei eu um dia. A saudade não é algo substancial como um objecto,por exemplo, que escolhemos tocar ou não, muito menos é algo tangível; simplesmente sentimos
Quem no mundo já sentiu saudades porque quis, ou ao menos levantou-se e gritou ao mundo: “ não, hoje eu não quero sentir saudades”, e não sentiu realmente saudades? Pois eu sinto saudades, sim e sentir e sentirei saudades sim, sempre que for preciso. Se um dia eu falei que não era a mias clara mentira. O que adianta eu mentir para os outros,e aliás o que eles sabem de mim, e também o que adianta mentir a si próprio? Ai, meu Deus, se o meu silencio pudesse desenhar ou falar, nem sei o que seria de mim.
A palavra não tem poder algum contra um sentimento, qualquer outra coisa pode ser que tenha, menos a palavra; a palavra não! Uma prova disso é esse relato ( pelo menos a minha própria prova)
Uma vez eu sentir tanta saudade,mais tanta saudade, uma saudade sem fim, e ainda hoje, porém, mesmo depois de ter falado que não a sentiria. Talvez ela esteja hoje ainda maior que antes, porque antes era como se eu tivesse perdido um dedo qualquer da mão direita, e hoje já me sinto completamente sem braço. É assam que a saudade age. Cada vez que o tempo vai passando ela vai amputando alguma parte da gente,as vezes pode ocorrer que se esconda em algum lugar secreto em nós ou até mesmo fora de nós como em uma musica, por exemplo; e isso geralmente não acontece comigo; e quando ela se esconde em nós vai tão profundo que chega a a dar dó, e fica lá paradona , como um câncer.
Aquela saudade que eu diz não mais sentir hoje está me matando; e esse pequeno relato qui a alguns linhas concluo funciona como um exame de raio x. Hoje, por via deste descobrir que ela está no centro do meu peito. Está cá e não quer sair, não quer sair, não quer sair não, não quer!
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