O navio que me tornei
Solitário estar a navegar em busca dum porto
Que o acolha deste imenso mar –
Que suas águas sou eu
E sua imensidão é o desenho da solidão
O lobo que sou se perdeu da alcateia
E em soluços ou ruivos conheceu,
No vale do medo de sua coragem de ateu,
A derrota como estréia!
O lobo em mim
Pulou no mar em mim
E naufragou seu ser e mim
O mar eu – tão meu –
Engoliu meu eu,
Lobo meu,
Lobo eu
Que até hoje não sei
Mas algo em mim morreu.
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