Sei que o anonimato e o esquecimento aguardam os meus versos, mas que também não os anulam.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Esperança
Sei de todos meus conceitos, mas hoje foi pego de surpresa:
Meu dia de garoto machucado, meus sonhos frustrado, meu orgulho blindado, meu momento no escuro, meu porto seguro, meu medo de perder, minha ânsia de querer, Minha força encurralada, minha dor renegada, minha cicatriz curada, minha tristeza disfarçada, minha estrada secreta, minha certeza concreta, tudo que um eu quis..., Meu lado fénix, minhas asas de águia, minha estrela guia, minha calmaria, minha tempestade, minha fragilidade, minha fortaleza de aço, meu coração em pedaços, meu colo de mãe, meu grito de socorro, meu padrão de normal, meu minuto indissolúvel, meu momento de loucura, meu gesto de proeza, minha incerteza, meu sorrido fingido, meu troféu caído, meu momento de medo, meu desejo em segredo, minhas ideias geniais, a minha fúria compulsiva, minha esperança explosiva... Tudo, tudo que construir e conseguir reter depois de um longo temporal seguido de indelével tragédia, tudo... Tudo em mim foi revirado e colocado uma coisa por cima da outra.
Seja o que for: foi bizarro, inesperado, foi de perder a voz, Como ser o único sobrevivente no mundo, como compor um clássico do rock ou da literatura, um pensamento que não conseguir imaginar, uma ideia que jamais teria, foi como ir ao céu e inferno ,num passo só, algo grande que nem sei se existem números para caracterizá-lo, talvez ate infinito. Foi como renegar uma descoberta cientifica com medo da Santa Inquisição.
Quase não conseguir fazer uma oração, o que mais tenho feito ultimamente.
Pode não ser o que eu espero, não sei foi sonho ou realidade, talvez fosse uma brincadeira de mau gosto Ou minha imaginação dando asas à interpretação. Mas seja o que fosse houve perdão, houve realização, alegria, harmonia, houve milagre, historia e esperança, saudade, amizade, vontade, liberdade, reciprocidade.
Pode não ser o que espero, mas seja o que for: não me prendi a vaidade, fui pouco, mas de verdade, perdoei e perdoei por vontade. Fui do réu ao juiz, do professor ao aprendiz, fui da doença a cura, do anjo a criatura, fui também os dois lados da moeda, do carrasco ou nobre, do rico ao pobre e estou no meu lugar. não espero nada além do que passo esperar. Foi justo! Não fui bom ou ruim, fiz o que espero que façam por mim. E ao invés de fazer chorar ou ver alguém se magoar, Por que não perdoar? - Logo o perdão que têm sido minha estrada e direção que tem sido um sonho - Por que não?
Seja o que for: Perdoei! E uma grande alma nasceu dentro mim. Agora vejo um novo rio para ricochetear pedrinhas a tarde... Não tenho mais o sentimento de tristeza que me invadia no cair da tarde... Vejo alem dos meus olhos, pena que o momento ainda não exista: Como é linda a minha vida que está um pouco alem do futuro, Como são doces os frutos das árvores que plantei na fé e na esperança... Esse acontecimento me fez dormir e agir feito criança.
Estou certo de que seja o que for esse momento, esse acontecimento... Houve um Deus e seu amor. Houve luz, houve a mão do senhor Jesus. E agora estou em paz... O espírito santo me conduz. Bendigo e bendirei ao senhor seja isso lá o que for.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário