Sei que o anonimato e o esquecimento aguardam os meus versos, mas que também não os anulam.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Quem?
Traga-me apenas um segundo da tua companhia,
Para que eu vença essa dor translúcida,
Que agora agride minha vida.
Traga-me ao menos um fio da luz viva que há em teus olhos,
Para que eu avance da treva de mim mesmo.
Traga-me a tua mão forte e santa,
Para que eu segure e me erga do tumulo da morte que agora estou.
Traga-me o ar que tu respira,
Para que ele construa continentes na praça morta dos meus pulmões.
Traga-me a tua essência de vida,
E destrua a essência secreta de algo desconhecido e ruim que há em mim
Traga-me o teu corpo meigo e puro,
Para que eu possa depositar a minha alma machucada.
Traga-me o seu coração escudo
Para que o meu amor guerreiro lute contra qualquer mal;
Traga-me ao menos um pensamento de coragem,
Para que eu possa ser o mais fraco entre os fortes,
E o mais fraco entre os fracos; e ainda assim ser um humilde vencedor,
E se por ventura eu cair, que caia no solo de tua pele.
E já em você, por favor, me abrace forte!
Para que eu vença esse mistério que é a solidão_ e em selênico explicar a quem sofra
*13/10/2008
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