segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Impuro

Passeando no futuro, em noites desconhecidas, descobrir você...
Você Vinha cheio de um ar de mistério, olhos fundos cansados de saltar noites,
Porém pousados numa paz sem fim;
Cabelos negros e lisos, soltos como ondas, imensos como o mar,
Lábios carnudos, vermelhos e virgens.
Braços e pernas fortes, mas sem ultrapassar as barreiras da delicadeza _ mãos prostradas, em louvor ao belo.
Corpo desenhado entre o magro e o ideal
Pele gentilmente branco, corando-se a qualquer gosto _ suave como uma pétala de flor.
Altura concordando com o desejo de qualquer um
No coração a sensibilidade e inocência das crianças _ alma pura sem pretensão de se contagiar.
Foi quando ultrapassei a barreira do tempo
Fazendo presente o futuro, e toquei você
Manchando o primoroso corpo que trazia sua perfeita alma,
Quebrando-o em mil pedaços com o martelo da minha luxuria...
...E então um milagre aconteceu e você se recompôs
E disse sorrindo:
_ bicho homem prevenisse de te mesmo.
No entanto exclamou, Deixe-me aqui num futuro que nunca chegará para você,
E levou minha alma na promessa de purificá-la e traze-la num futuro que eu sei que nunca chegará.

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