Passeando no futuro, em noites desconhecidas, descobrir você...
Você Vinha cheio de um ar de mistério, olhos fundos cansados de saltar noites,
Porém pousados numa paz sem fim;
Cabelos negros e lisos, soltos como ondas, imensos como o mar,
Lábios carnudos, vermelhos e virgens.
Braços e pernas fortes, mas sem ultrapassar as barreiras da delicadeza _ mãos prostradas, em louvor ao belo.
Corpo desenhado entre o magro e o ideal
Pele gentilmente branco, corando-se a qualquer gosto _ suave como uma pétala de flor.
Altura concordando com o desejo de qualquer um
No coração a sensibilidade e inocência das crianças _ alma pura sem pretensão de se contagiar.
Foi quando ultrapassei a barreira do tempo
Fazendo presente o futuro, e toquei você
Manchando o primoroso corpo que trazia sua perfeita alma,
Quebrando-o em mil pedaços com o martelo da minha luxuria...
...E então um milagre aconteceu e você se recompôs
E disse sorrindo:
_ bicho homem prevenisse de te mesmo.
No entanto exclamou, Deixe-me aqui num futuro que nunca chegará para você,
E levou minha alma na promessa de purificá-la e traze-la num futuro que eu sei que nunca chegará.
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