quinta-feira, 14 de abril de 2011

Barulhinho na vida

Nunca assistir a tristeza que tenho como um sofredor – e sim! Como um telespectador. Ate mesmo as cenas tristes, que compondo como um diretor, sempre depois do banho ou em qualquer tarde de domingo, só as interpreto porque as viver é uma válvula de escape!
  Hoje a noite um casal brigou perto de mim: lançaram alianças um no outro – eu ainda escutei o barulhinho cintilante e triste de uma das alianças... Depois disso o homem entrou no carro e cantou pneu e foi embora – só eu observei a fumaça do carburador e a dos pneus se juntarem e tocaram o asfalto molhado pelo sereno ou talvez ate pela as lagrimas da moça. A propósito dela eu nem sei direito o que aconteceu... – deve ter se misturado com o restante da fumaça malquerida daquela hora e subido também para o espaço.
  Assistir essa cena que passou um pouco ainda dentro de mim e o restante fora, com eles e fiquei durante uns cinco a dez minutos na rua ainda. Em seguida entrei em casa e também dentro de mim... Ouvi cincos vezes A Great Day For Freedom, não só pela letra, mas ainda mais pela melodia – E é isso que importa para mim em musicas em inglês. E fiquei pensando enquanto escutava...
– que aquela aliança que fez um barulhinho cintilante e triste sou eu caindo na vida.

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