domingo, 11 de julho de 2010

Continuar

Aquela estrela solitária seu eu;
Aquele planeta distante sou eu;
Aquele mundo poluído seu eu;
Aquele oceano seco sou eu;
Aquele sonho errante sou eu;
Aquele louco alucinado sou eu;
Aquela dor que penetra nas almas sou eu;
Aquela flor que morre ao chão sou eu;
Aquele monte de cinzas sou eu;
Aquele que vai pra já mais voltar sou eu;
Aquele que chora lágrima de sangue sou eu;
Aquele com coração de pedra sou eu;
Aquele pássaro molhado e sem asa sou eu;
Aquele isso, o rejeitado, o maltratado, o desgraçado, resto, o sujo sou eu!
Por quê?
A vida quis assim!... Quis que toda coisa, todo aquilo, todo bicho
sofresse dentro mim. –ah! Aquele que nasce morto também sou eu!
Mas devo continuar sendo assim. porque afinal faz sentido parar

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