domingo, 11 de julho de 2010

Quero um mundo

Quero um mundo que possa chamar meu.
Onde o que exista seja meu e o que fale,fale de mim para eu mesmo.
Quero um mundo que possa levá-lo na ponta da caneta e construí-lo em qualquer folha de papel em branco; um mundo onde eu seja o poeta, mesmo leigo.
Quero um mundo que cante pra mim as minhas musicas, que chore pra mim meus risos e ria pra mim meu choro.
Quero um mundo que tenha a minha cor; quero um encontro comigo mesmo no meu mundo.
Também nada me custa dizer que quero as montas de chocolate e os rios de leite e uma luz muito mais luz que outras luzes e uma paz muito mais paz que a paz.
Não quero um mundo onde outros habitem ou construam mundos a partir dele; não quero musas, risos ou choros alheios e nem multidão.
Quero um mundo onde toda a realidade não passe de alienação; quero lá uma fuga para o que há de real, mas quero o meu mundo no mundo

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